"estes ZUMBIDOS NOS OUVIDOS que não nos deixam ser melhores" trazem consigo um manifesto de intenções:- faltam reflexões nos media nacionais a partir de postos de observação no interior do país;- a política nacional está frequentemente bloqueada por uma linha imaginária que designaremos por muralha dos ésses (Sesimbra, Setúbal, Sintra, Santo António dos Cavaleiros e Sacavém) e que, fora dela, só intervém quem tem poder de lobby que, até ver, ainda não está regulamentado com regras equitativas;- as reflexões estupendas que a academia portuguesa tem feito nos últimos 10 anos sobre a nossa realidade nacional têm ficado bastante trancadas nas bases de dados, nos repositórios e nas revistas científicas;- urge trazer a academia para a opinião pública;- urge continuar esse esforço, aumentando o preenchimento do espaço mediático com racionalidade e pensamento metódico, cultivando a inteligência onde persiste a emoção visceral sem pensamento;- dessa forma, a academia pode ajudar a edificar e a elevar o espaço de todos, cumprindo assim com a sua missão social.