O texto gravita em torno do conceito de identidade e da reconfigura o de seu sentido tico entre n s. A partir de quest es pr prias do pensamento de Emmanuel Levinas, principalmente as que se referem cr tica da totalidade e aos mecanismos que a partir desta incidem sobre os indiv duos fazendo-os desempenhar pap is em que esses j n o mais se encontram, pretendemos reavaliar a pr pria no o de identidade, repensando seu lugar numa sociedade que a luz dos Direitos Humanos se pretende livre de toda sorte de categoriza es. Cientes que a no o de subst ncia humana se desagrega diante das produ es filos ficas iniciadas j no final do s culo XIX e in cio do s culo XX e que dentro de uma discuss o social e pol tica toda no o de uma qualidade inata da alma um risco, resolvemos aqui pensar sobre n s mesmos projetando novas possibilidades argumentativas. Nisso ergue-se a quest o: frente s lutas sociais por direitos, destacando-se as que tratam de temas raciais, sexuais e de g nero, em que a busca por espa o e o ultrapassar de for as opressoras se confunde demarca o das identidades, n o se estaria, na contram o, refor ando ideias substancialistas que seriam apenas o outro lado de uma mesma moeda ideol gica? Para tal trataremos de tencionar conceitualmente os seguintes conceitos: totalidade/identidade, e infinito/alteridade, tica e cr ticas aos mecanismos te ricos que defendiam um paradigma de humanidade baseado numa ideia de liberdade absoluta.