O Rio percorre e circunda a Rua. A Rua se apressa e contorna a Floresta. Nove pássaros negros observam de cima das árvores carrancudas e espreitadoras. Nesse cenário, as velhas árvores testemunham as lembranças que se transformam em contos.Contos de horrores cósmicos, épicos, simbolistas, adeptos à simplicidade da natureza. Das profundezas da Floresta ou da alvura dos campos, diretamente para as páginas do dia-a-dia. Um conto por dia, onde não haverá o tempo. Apenas o vento. Um vento constante que remexe as folhas-lembranças e que espalha as histórias por toda parte, misturando-se umas às outras, transpassando-se e se conectando como as raízes das velhas árvores.